Tamanho do texto

Bogotá, 3 jun (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram nesta quarta-feira que a intransigência do presidente do país, Álvaro Uribe, impediu a libertação do cabo Pablo Emilio Moncayo, sequestrado há 11 anos e meio.

Além disso, a guerrilha disse que os reféns correm risco de vida em virtude dos combates.

Em mensagem divulgada na internet, o chefe máximo das Farc, Guillermo León Saenz (conhecido como "Alfonso Cano") insistiu na "troca de prisioneiros de guerra".

"A ordem do dia é a troca de prisioneiros de guerra, à qual se opõe o presidente Uribe, como expressão de sua cega estratégia fascista e totalitária", afirmou.

O líder das Farc também criticou a "intransigência e falta de grandeza" de Uribe.

Em abril, a guerrilha anunciou que entregaria de maneira unilateral o militar como gesto de paz e aproximação com a sociedade civil, assim como no começo do ano, quando libertou outros seis sequestrados.

No entanto, Uribe não permitiu a participação da senadora da oposição Piedad Córdoba na missão de entrega, como exigiram os rebeldes. EFE fer/plc