O Exército israelense rebateu nesta quinta-feira as acusações de crimes de guerra da Anistia Internacional (AI) pela ofensiva contra Gaza e afirmou que a organização de defesa dos direitos humanos se deixou manipular pelo movimento radical palestino Hamas.

"O tom geral do informe demonstra que a organização sucumbiu às manipulações do Hamas, uma organização terrorista", afirma um comunicado militar.

No relatório sobre a ofensiva contra a Faixa de Gaza (de 27 de dezembro a 18 de janeiro), a AI acusa o Tsahal (Exército israelense) de não ter diferenciado entre alvos civis e militares, além de ter usado civis, incluindo crianças, como "escudos humanos".

A AI tambbém acusa de crimes de guerra o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, e outros grupos armados palestinos, pelos disparos de foguetes contra o território israelense.

Para o Tsahal, o informe não é equilibrado, por ignorar os esforços do Exército para evitar ao máximo que os civis não combatentes fossem afetados pela ofensiva.

O informe da AI confirma o balanço dos serviços de saúde palestinos, de 1.400 palestinos mortos e 5.000 feridos, além da destruição de mais de 2.700 edifícios na Faixa de Gaza.

jlr/fp

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