Para EUA, Iraque ainda é prioridade, mas violência no Afeganistão preocupa

Washington, 20 mai (EFE) - Os conflitos no Iraque continuam sendo a maior prioridade para os Estados Unidos, mas a crescente violência no Afeganistão é vista como ameaça, disse hoje o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Michael Mullen.

EFE |

"O mundo não pode se dar ao luxo de ter um Iraque que não possa ser governado, se defender e se sustentar e que, na prática, seja um Estado fracassado", declarou o militar diante da subcomissão do Senado que estuda as responsabilidades do Pentágono.

"Se não fizermos um bom trabalho, colocaremos em risco nossos interesses nacionais em todo o Oriente Médio", acrescentou Mullen.

"Com um equívoco nosso, a influência crescente e negativa do Irã, o crescente extremismo do Hisbolá e a capacidade da Al Qaeda de se reconstituir se intensificarão, tornando a região ainda mais perigosa", disse.

Os Estados Unidos seguem procurando mais apoio de seus parceiros na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para uma estabilização no Afeganistão.

Segundo Mullen, no país invadido pelos EUA em setembro de 2001, "há uma violência renovada no sul, um pujante negócio da papoula de ópio e uma crescente instabilidade e falta de Governo na fronteira com o Paquistão".

O almirante afirma que "tudo isso" prejudica as estruturas "muito frágeis da segurança" no Afeganistão. EFE jab/rr/plc

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