Para EUA, crise global é a maior ameaça à segurança do país

WASHINGTON - A crise econômica global se tornou a maior preocupação de segurança em longo prazo para os Estados Unidos, gerando instabilidade em um quarto dos países do mundo e ameaçando gerar destrutivas guerras comerciais, disseram agências de inteligência do governo na quinta-feira.

Reuters |

A avaliação anual de ameaças feita pela Direção de Inteligência Nacional diz também que a liderança da Al-Qaeda foi enfraquecida durante o ano passado, mas que a segurança no Afeganistão se deteriorou, e que a situação só vai melhorar depois que o Paquistão controlar a situação na sua fronteira.

"A crise financeira e a recessão global devem produzir uma onda de crises econômicas nas nações dos mercados emergentes durante o próximo ano", disse o relatório, acrescentando que uma onda de "protecionismo destrutivo" é possível, já que os países estão percebendo que não será pelas exportações que conseguirão deixar a crise.

"O tempo é a nossa maior ameaça. Quanto mais a recuperação demorar para começar, maior a probabilidade de sérios danos para os interesses estratégicos dos EUA."

O relatório representa as avaliações de todas as agências de inteligência dos EUA, e serve como importante ponto de referência para as políticas de segurança do Executivo e do Congresso.

O relatório afirma que os esforços dos EUA e de seus aliados no Paquistão enfraqueceram a Al-Qaeda, mas que o grupo continua tramando perigosamente contra o Ocidente.

O Paquistão está perdendo autoridade em partes da sua Província da Fronteira Noroeste. Um cenário de dificuldades econômicas e frustrações com o governo radicalizou a população paquistanesa, acrescento o texto.

O relatório identifica o Irã como o principal ponto de turbulência no Oriente Médio. Convencer Teerã a abandonar seu suposto programa de armas nucleares será difícil, exibindo uma combinação de pressão e incentivos internacionais. O Irã diz que seu programa nuclear é exclusivamente para fins civis.

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