Para Equador, relações com a Colômbia custarão a serem retomadas

Quito, 10 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, disse que não crê em mudanças no curto prazo sobre as relações com a Colômbia, rompidas há mais de um ano, segundo entrevista publicada hoje pela imprensa local.

EFE |

"Neste momento, estão congeladas e não achamos que mudarão no curto prazo", disse o ministro ao jornal "El Comercio" sobre as relações, rompidas após ataque da Colômbia que matou 26 pessoas num acampamento das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) em território equatoriano, próximo à fronteira, há um ano.

Falconí reiterou que a condição para retomar as relações é que a Colômbia cumpra os cinco requerimentos "mínimos", entre os quais indenizar a família de um equatoriano morto no ataque que o próprio Governo de Quito reconheceu que era ligado às Farc.

Além dele, a operação militar da Colômbia causou a morte de quatro estudantes mexicanos que estavam no acampamento e mais 21 integrantes das Farc, entre eles Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes" e apontado como segundo homem na hierarquia do grupo, que mantém em cativeiro um número de reféns estimado em mais de 700.

O Equador também exige que a Colômbia dê dinheiro para atender a milhares de refugiados colombianos que estão em seu território e que pare de denunciar vínculos do Governo de Rafael Correa com as Farc.

Esta ligação se baseou em fotos encontradas em um computador de "Reyes", confiscado após o ataque em que ele se encontrava com Gustavo Larrea, então ministro de Segurança Interna e Externa de Correa. EFE ic/jp/an

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