QUITO (Reuters) - O ministro da Defesa do Equador disse que seria pouco inteligente o presidente colombiano, Alvaro Uribe, decidir se ausentar da próxima cúpula de presidentes sul-americanos, que será realizada em Buenos Aires, para discutir o polêmico pacto militar entre Bogotá e Washington. Na segunda-feira, o presidente equatoriano, Rafael Correa, propôs realizar uma reunião extraordinária dos líderes da União de Nações Sul-americanas (Unasul) em Buenos Aires, para debater o pacto firmado pela Colômbia que aumentará a presença militar norte-americana nesta país.

"Se (Uribe) desiste de participar em Buenos Aires, se marginaliza e se excluiu de todo o processo de integração. Não quero nem imaginar um disparate deste", disse o ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, em entrevista.

Os dois países congelaram relações diplomáticas no ano passado, após militares colombianos terem bombardeado uma base militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Ao ser consultado sobre os comentário de Ponce, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, considerou que o país manterá a prudência em suas declarações para evitar cair em provocações.

"No manejo das relações exteriores há três ideias fundamentais que creio que devem ser preservadas: firmeza para defender claramente os interesses nacionais, audácia para explorar sempre novas oportunidades e prudência para não cair em provocações desnecessárias", afirmou.

Na segunda-feira, o Brasil disse que poderia convidar os Estados Unidos para um diálogo sobre o polêmico pacto com a Colômbia.

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