Um artigo na edição desta semana da revista britânica The Economist afirma que a exploração das reservas pré-sal pode se transformar em uma maldição. O artigo afirma que a preocupação é que o dinheiro seja gasto hoje e não poupado ou investido, inchando ainda mais um Estado cujos gastos equivalem a 36% do PIB, comparado com 20% do México.

"A proposta de criação da Petrosal, empresa designada para representar os interesses do Estado na exploração do pré-sal, também preocupa."

"Em tese, ela deveria ser uma entidade pequena, composta por técnicos. Na prática, ela pode inchar, especialmente se controlada por políticos que a podem abarrotar de aliados."

A revista ressalta que gastar bem o dinheiro gerado pelas reservas significa um "problema agradável" para o Brasil e que a nação "está em melhores condições de fazer isto do que muitos países".

"Dependendo de como for usada, esta nova riqueza pode ajudar o país a superar a pobreza e o subdesenvolvimento, ou exagerar seus hábitos gastadores."

"Qualquer um que esteja acompanhando os recentes escândalos de corrupção no Congresso brasileiro sabe que os legisladores do país são capazes deste tipo de desastre", afirma o artigo publicado nesta quinta-feira.

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