Para Correa o povo equatoriano será o grande vencedor do referendo de domingo

O presidente do Equador, Rafael Correa, admitiu nesta sexta-feira uma polarização da campanha para o referendo de domingo, no qual será submetido seu projeto oficial de nova Constituição.

AFP |

Segundo ele, depois de 45 dias, a campanha para uma das eleições mais importantes da história do país foi um processo de proselitismo marcado por "acertos, erros, paixões e polarização".

"O mais importante e fundamental é que vivemos uma democracia plena", enfatizou Correa falando à nação pela televisão. Segundo ele, as pesquisas mostram que 60% da população conhece em parte ou em sua totalidade o projeto constitucional.

"Neste domingo, ganhe o 'sim'ou ganhe o 'não', o grande vencedor será o povo equatoriano e a democracia", acrescentou.

Na véspera, o representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Equador declarou que nada indica que o referendo constitucional de domingo será afetado por fraudes.

"Não há nenhum indício de fraude", afirmou o representante Enrique Correa durante uma entrevista coletiva em Guayaquil (sudoeste), feudo da oposição. A OEA e a União Européia enviaram dezenas de observadores ao Equador para vigiar o referendo de domingo.

Cerca 10 milhões de equatorianos devem ir às urnas no domingo para decidir o destino do documento que visa a reformas que regulam o livre comércio e permitem a reeleição presidencial, com o que o mandato de Rafael Correa poderia ser estendido até 2017.

Também inclui fórmulas com as quais o governo espera sepultar uma década de crise que fez cair três is que hizo caer a tres presidentes.

O texto submetido ao voto popular instaura um novo modelo econômico que tem como objetivo impulsionar um "socialismo do século XXI" após anos de neoliberalismo. Ele concede ao Estado o direito de regular e planejar a economia e amplia as prerrogativas presidenciais, além de defender a gratuidade da saúde e da educação.

Vários membros da oposição conservadora alertaram para riscos de fraude, dando a entender que os resultados da votação talvez sejam manipulados.

Entretanto, o representante da OEA destacou que não recebeu uma queixa formal da oposição neste sentido.

Segundo Enrique Correa, a campanha foi marcada "por uma lógica de confronto baseada na difamação do adversário". O debate sobre o conteúdo "acabou sendo relegado para segundo plano", lamentou.

O delegado da OEA também denunciou a ausência de legislação sobre os gastos eleitorais. O estado gastou muito mais que a oposição para defender seu projeto.

De acordo com uma pesquisa publicada quarta-feira pelo instituto independente Santiago Perez Investigación y Estudios, o "sim" reúne 58% das intenções de voto.

SP/ml/cn

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