Para Cheney, mais ataques virão se Obama mudar políticas de Bush

WASHINGTON (Reuters) - Muito provavelmente os terroristas vão tentar um ataque biológico ou nuclear contra os Estados Unidos nos próximos anos, disse o ex-vice-presidente Dick Cheney em uma entrevista publicada na quarta-feira. Falando ao Politico, Cheney disse que teme que as políticas do novo presidente, Barack Obama, aumentem a probabilidade de um ataque deste tipo acontecer.

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"Acho que há uma alta probabilidade deste tipo de tentativa", disse Cheney, cuja entrevista foi concedida duas semanas depois de Obama tomar posse.

"Se eles vão conseguir ou não, isso depende de mantermos as políticas que permitiram que sufocássemos todas as tentativas de ataques em massa contra os Estados Unidos que se seguiram ao 11 de setembro", afirmou Cheney.

Ele listou as políticas de Bush que, segundo ele, evitaram novos ataques aos Estados Unidos.

"Se não fosse o que fizemos em relação ao programa de vigilância terrorista ou ao aperfeiçoamento de técnicas de interrogatório para detentos de alta periculosidade, o Ato Patriota e assim por diante --nós teríamos sido atacados novamente", disse.

"As políticas que adotamos, na minha opinião, foram absolutamente cruciais nos últimos sete anos ou mais, nos quais não houve nenhum ataque com grande número de mortos ns Estados Unidos".

Cheney também defendeu a maneira como o governo Bush administrou a prisão na Baía de Guantánamo, em Cuba, e as técnicas severas de interrogatório aplicadas a suspeitos de terrorismo.

Cheney afirmou que Obama põe o país em risco ao reverter as políticas de segurança adotadas durante o governo Bush.

"Quando temos pessoas que estão mais preocupadas em ler os direitos dos terroristas da Al Qaeda do que em proteger os cidadãos de pessoas que estão absolutamente determinadas a fazer o possível para matar norte-americanos, então eu me preocupo", disse Cheney.

Para o ex-vice, proteger a segurança de seu país é "um negócio duro, malvado, sujo e vil".

"Essas pessoas são más. E nós vão vamos vencer essa batalha oferecendo a outra face".

(Reportagem de JoAnne Allen)

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