Buenos Aires, 14 jul (EFE).- O diretor do escritório israelense do Centro Simon Wiesenthal, Efraim Zuroff, disse hoje que existem vários indícios da presença do criminoso nazista Aribert Heim, conhecido como Doutor Morte, em uma região entre a cidade chilena de Puerto Montt e a argentina Bariloche.

Zuroff destacou o apoio do Governo argentino à investigação e anunciou que, na quinta-feira, se reunirá em Buenos Aires com o ministro da Justiça deste país, Aníbal Fernández.

"Já nos reunimos com ele anteriormente e continuaremos analisando os avanços desta investigação. Na verdade, o Governo argentino nos surpreendeu positivamente com seu apoio a esta investigação", disse o famoso historiador e caça-nazistas.

Acompanhado por Sergio Widder, representante para a América Latina do Centro Wiesenthal, Zuroff chegou sexta-feira a Bariloche, no sul da Argentina, após passar três dias no Chile.

O Centro Simon Wiesenthal ofereceu 315.000 euros para quem der pistas do paradeiro de Heim, que hoje estaria com 94 anos.

"Há vários indícios de que (Heim) está vivo e nenhum de que tenha morrido", disse Zuroff, que disse estar "muito otimista" com a possibilidade de encontrar o "Doutor Morte".

A busca pelo responsável da morte de centenas de pessoas no campo de concentração de Mauthausen começou em Puerto Montt, onde vive a filha de Heim, Waltraud Boser, com quem a delegação da organização judaica não estabeleceu contato, disse Widder à Agência Efe na semana passada.

"Assim como a Polícia alemã, que investigou o caso, presumimos que, se alguém da família mantém contato com Heim, esta pessoa é a filha", acrescentou.

"Haverá uma campanha publicitária na mídia impressa do Chile e da Argentina anunciando a operação e a recompensa que está sendo oferecida", declarou Widder.

Heim, que nasceu na Áustria, esteve nos campos de extermínio de Buchenwald, Mauthausen e Sachsenhausen, onde trabalhou como médico.

Depois da guerra, foi detido por tropas dos Estados Unidos em um campo de detenção de nazistas, mas acabou solta, mesmo sem ir a julgamento. EFE cw/sc

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