Para Bush e Clinton, sucesso no Haiti é salvar vidas

Washington, 17 jan (EFE).- Ter sucesso na crise humanitária do Haiti é, no curto prazo, salvar vidas e distribuir de forma eficaz a ajuda aos desabrigados pelo terremoto de terça-feira passada, afirmaram os ex-presidentes americanos Bill Clinton e George W.

EFE |

Bush.

Em uma entrevista à rede de televisão "CNN" transmitida hoje, ambos afirmaram que a prioridade no momento é ajudar às vítimas e, no longo prazo, revitalizar e reconstruir o Haiti.

Os dois ex-presidentes estiveram hoje em diversos programas da televisão americana para incentivar a colaboração civil no projeto de reconstrução do Haiti, país no qual, já antes do terremoto, 60% da população vivia em extrema pobreza.

Ontem, Clinton e Bush estiveram na Casa Branca, onde o presidente americano, Barack Obama, anunciou a criação do fundo Clinton-Bush para o Haiti, cujo objetivo é organizar a resposta da sociedade civil americana aos trabalhos de resgate, limpeza e reconstrução do país caribenho.

"Para mim, o sucesso é ajudar a salvar vidas no curto prazo, e depois podemos nos preocupar com o longo prazo", disse Bush.

Ao lembrar as críticas recebidas por seu Governo pela resposta inicial ao furacão "Katrina", que devastou Nova Orleans em 2005, Bush disse que "as pessoas sempre apontarão o dedo", mas que o importante então, e agora no caso do Haiti, é a resposta solidária do povo americano.

Nesse sentido, reiterou que o fundo estabelecido por ele e Clinton, a pedido de Obama, será um "refúgio seguro" para as doações dos americanos.

Por sua vez, Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, disse que o sucesso no curto prazo será medido com a "pronta criação de uma rede para fornecer comida, água, remédios e segurança".

Posteriormente, disse Clinton, a prioridade será ajudar as autoridades haitianas a retomar o caminho rumo à revitalização política, econômica e social.

"Acho que podem conseguir", enfatizou.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão da ONU no Haiti morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE mp/bba

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