Para Brasil, não houve fraude em eleições iranianas

SÃO PAULO - O governo brasileiro achou ótimo os protestos de rua no Irã, afirmou que esse é um sinal de vida democrática e deixou claro que não questiona a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, nas eleições realizadas sexta-feira, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Redação com agências |

Ao contrário da preocupação demonstrada pelos Estados Unidos e pelos países da União Europeia (UE), o assessor de Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, rejeitou as informações de que membros da oposição iraniana teriam sido presos em Teerã.

Garcia disse no domingo em Genebra que o resultado do pleito no Irã foi um "sintoma de democracia".

"Houve uma reação na sociedade muito grande. A eleição foi um sintoma de vida democrática no país, debates, manifestações de rua, isso é ótimo. Isso é bom", afirmou.

"Eu acho que o fundamental é isso, foi uma eleição na qual houve uma participação muito grande da sociedade. Veja bem, mais de 70% votaram, o que não era uma tradição", disse Garcia, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem a Genebra, na Suíça.

O governo brasileiro, entretanto, não informou se enviou ou não uma carta reconhecendo a vitória de Ahmadinejad.

Alegação de fraude e protestos

Hossein Mousavi, um conservador moderado, afirma que a eleição de sexta-feira, que resultou em uma vitória esmagadora no primeiro turno do atual presidente, o conservador Mahmoud Ahmadinejad, foi marcada por graves irregularidades .

Os distúrbios no Irã começaram depois de um alto comparecimento às eleições de sexta-feira - estimado em 85%. Muitos partidários de Mousavi esperavam um resultado apertado. Mas o resultado oficial deu a Ahmadinejad uma vitória esmagadora, com uma parcela final de quase 63% dos votos, e foi rapidamente endossado pelo aiatolá Khamenei.

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