Para Bolívia, Brasil e Venezuela são mercados alternativos aos EUA

O governo de Evo Morales considera o Brasil e a Venezuela como mercados alternativos prioritários caso as manufaturas bolivianas sejam afetadas se o presidente George W. Bush decidir não beneficiar a Bolívia com a Lei de Preferências Alfandegárias Andinas (ATPDEA-Trade Promotion and Drug Eradication Act).

AFP |

"Inicialmente pensamos nos mercados do Brasil e da Venezuela", afirmou nesta terça-feira o vice-ministro boliviano de Exportações, Huáscar Ajata ao falar dos mercados alternativos potenciais para as mercadorias bolivianas.

Segundo ele, dos 64 milhões de dólares que a Bolívia exporta para os Estados Unidos, sob a lei ATPDEA, cerca de 20 milhões são têxteis, que podem ter uma boa acolhida no Brasil e na Venezuela.

"O Brasil importa 3 bilhões de dólares por ano e a Venezuela importa um bilhão, o que nos mostra a potencialidade desses mercados", afirmou Ajata.

Dessa forma, o governo já estuda a possibilidade de enfrentar uma eventual suspensão dos benefícios concedidos unilateralmente pelos Estados Unidos à Bolivia, Colômbia, Equador e Peru, como retribuição a seus esforços de luta contra as drogas.

O novo governo dos Estados Unidos deve definir no início de 2009 a extensão da Lei ATPDEA que conclui em dezembro próximo. O Senado americano determinou na semana passada que Peru e Colômbia se beneficiarão da lei por um ano fixo, e o Equador por um ano com revisão aos seis meses, enquanto que a Bolívia será beneficiada por seis meses, isso se a Câmara de Representantes ratificar a decisão.

jac/cn

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