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Para FT , perspectivas econômicas começam a preocupar latino-americanos

As preocupações sobre a desaceleração da economia americana e a queda nos preços internacionais das commodities já começam a reverter o otimismo gerado pelo bom desempenho recente das economias latino-americanas, segundo afirma reportagem publicada pelo diário britânico Financial Times em sua versão online. Segundo o texto, durante a reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) nesta semana em Miami, as autoridades políticas e financeiras negaram a tese de descolamento da região em relação aos Estados Unidos e advertiram que a região não ficaria imune a uma forte queda na economia global.

BBC Brasil |

"A sorte da América Latina se transformou desde a crise financeira de 2001-2002, com a estabilidade econômica e as condições internacionais benignas pavimentando o caminho para uma expansão continuada. As economias cresceram uma média de 5,3% no ano passado e devem crescer cerca de 4% neste ano", comenta o texto.

A reportagem observa, porém, que "a região será afetada por uma desaceleração americana, com o declínio da demanda por importações, prejudicando especialmente o México e as economias menores do Caribe e da América Central, que têm ligações comerciais e financeiras mais próximas com os Estados Unidos".

Matérias primas
Mas mesmo os países maiores da região, entre eles o Brasil, poderiam ser afetados, segundo o jornal, por uma combinação de uma desaceleração americana com uma menor expansão da China, o que afetaria as cotações de matérias primas.

"Se isso acontecesse, os grandes países sul-americanos - Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Peru e Chile -, que são menos dependentes do mercado americano, mas têm grande parte de suas receitas com exportação provenientes da venda de produtos como petróleo, cobre, soja ou minério de ferro, também poderiam ser afetados", diz o artigo.

O jornal cita um relatório do BID que indica que "com a exceção do Chile, que estabeleceu com sucesso fundos para estabilização, nenhum país da região está realmente preparado para uma queda potencialmente forte na economia mundial".

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