O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na noite de segunda-feira que a segurança na fronteira entre seu país e o México depende de uma reforma migratória integral, durante encontro com ativistas latinos.
Obama se reuniu com representantes de grupos cívicos e sindicais do país para analisar as formas de obter apoio republicano para uma reforma migratória integral.
A Casa Branca informou em comunicado que, durante a reunião, o presidente reiterou seu desejo de um processo com participação de republicanos e democratas baseado na proposta feita no Senado pelos legisladores Charles Schumer e Lyndsey Graham.
Durante a reunião, o líder afirmou que a fronteira precisa de uma "reforma migratória integral", e afirmou que seu governo seguirá trabalhando com o Congresso para atuar com a maior brevidade possível.
Neste sentido, anunciou sua intenção de pronunciar "em breve" um discurso sobre a importância da aprovação da reforma.
Segundo Obama, se faz necessária uma proposta que "aborde cuidadosamente a necessidade de assegurar mais nossas fronteiras e pedir responsabilidades tanto aos trabalhadores que estão aqui ilegalmente quanto aos empregadores sem escrúpulos que driblam o sistema".
Obama agradeceu aos grupos de ativistas que participaram da reunião por seu "árduo trabalho" neste processo e rejeitou a recém aprovada lei do Arizona que está sendo revisada pelo Departamento de Justiça.
A lei em questão, SB1070, é alvo de cinco processos coletivos por grupos que temem que ela legalize a discriminação de pessoas que tenham traços estrangeiros.
Imigrantes mexicanos protestam em Phoenix, capital do Arizona (arquivo)