Paquistão tentar resolver conflito no Vale do Swat

Islamabad, 19 fev (EFE).- Um ano depois da vitória eleitoral dos pashtuns laicos no Paquistão tribal, a paz no conflituoso Vale do Swat começa a ser decidida em negociações que um grupo fundamentalista começou hoje com a insurgência talibã local.

EFE |

Uma delegação liderada pelo clérigo Sufi Mohammed, líder do Tehreek-e-Nafaz-e-Shariat-e-Mohammadi (TNSM, Movimento para o Reforço da Lei Islâmica), se reuniu hoje em um local não divulgado no Swat com vários talibãs, entre eles seu chefe, o Maulana Fazlullah.

Mohammed, genro de Fazlullah, atua como mediador entre os insurgentes e o Governo da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), que prometeu implantar cortes da "sharia" (lei islâmica) na região de Malakand, em que fica o Swat, se os ataques talibãs acabarem.

"Pedimos a eles para não criar problemas, para não cometer atentados. Parece que os talibãs concordam com isso, e entendem que precisamos ficar em paz", disse à Agência Efe por telefone o porta-voz do TNSM, Izzat Khan.

Khan acrescentou que as conversas foram encerradas por hoje e que ainda não há uma data prevista para a retomada das negociações.

No domingo passado, Fazlullah declarou uma trégua de 10 dias que foi seguida por uma suspensão da ofensiva que o Exército paquistanês iniciou no fim de julho do ano passado contra a insurgência no Swat.

Nestes meses, os combates forçaram o deslocamento de pelo menos 100 mil pessoas, e causaram a morte de 1.200 civis, além de aproximadamente 500 insurgentes, segundo dados oficiais.

O Vale do Swat, antigo destino turístico próximo a Islamabad, experimentou desde 2007 um crescimento da violência, em razão de se tornar refúgio de talibãs. EFE igb-ja/mh

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