Paquistão tenta controlar inundações

Fortes chuvas já mataram 175 e deixaram cinco milhões de desabrigados; regiões do sul do país são as mais afetadas

EFE |

O Paquistão tenta conter as consequências das inundações que desde o início da estação das monções já deixaram 175 mortos e cinco milhões de desabrigados, informou uma fonte oficial neste sábado.

A zona mais afetada é a província de Sindh, no sul do país, embora também tenham sofrido as consequências das fortes chuvas alguns distritos das vizinhas províncias do Baluchistão e de Punjab.

AP
Tropas paquistanesas resgatam desabrigados das inundações que tomam conta do do distrito de Bandin (9/9)

"A situação ainda não está controlada. A água está acumulando", explicou uma fonte da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, Imtiaz Mohyudín. Vinte distritos paquistaneses ficaram parcial ou totalmente inundados e as chuvas deixaram mais de cinco milhões de desabrigados, segundo dados publicados por este órgão.

Até agora, 175 pessoas morreram e 429 ficaram feridas desde o princípio das chuvas, que, em teoria, está em suas últimas semanas. Apesar disso, as chuvas continuam e estão afetando com especial força as áreas rurais de Sindh.

Os camponeses perderam mais de oito mil cabeças de gado e cerca de dois mil acampamentos foram montados para socorrer a população menos favorecida.

O governo paquistanês pediu ajuda à ONU para lidar com a situação. No ano passado, o país sofreu a maior catástrofe natural desde sua independência (1947), com inundações que mataram 1.767 pessoas e deixaram 20 milhões de afetados.

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