Paquistão se opõe às incursões dos EUA em seu território

Islamabad, 11 set (EFE).- O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gillani, afirmou hoje que seu Governo não permitirá incursões de soldados americanos para enfrentar a insurgência em seu território.

EFE |

"Somos uma nação responsável e a posição do Governo e das Forças Armadas com relação às ações dos EUA é muito clara", declarou Gillani à imprensa paquistanesa.

O primeiro-ministro fez referência às advertências feitas na noite de ontem aos EUA pelo chefe do Exército paquistanês, Ashfaq Kiyani, que afirmou que são "reflexo da política do Governo".

Em comunicado, Kiyani disse que seu Exército "defenderá a todo custo a soberania e a integridade territorial" do país e "não permitirá que nenhuma força externa realize operações dentro do Paquistão".

Kiyani recusou que exista qualquer "acordo ou entendimento" com o comando dos EUA posicionado no vizinho Afeganistão para lhes permitir realizar incursões semelhantes, que aumentaram em freqüência nos últimos dias na faixa tribal paquistanesa.

O chefe do Estado-Maior americano, Mike Mullen, disse ontem ao Congresso de seu país que a luta no Afeganistão requer uma "nova estratégia" que passa pela eliminação dos esconderijos dos insurgentes no Paquistão.

Segundo altos cargos americanos citados pelo jornal "The New York Times", o presidente George W. Bush autorizou em julho passado ataques de suas forças em solo paquistanês sem "pedir permissão" às autoridades do país.

Gillani, após reafirmar as advertências expressadas ontem por Kiyani, acrescentou que o Paquistão não deveria se inquietar pelas declarações de Mullen ao Congresso e acrescentou que seu Governo adotará todas as medidas necessárias para defender as fronteiras do país. EFE igb/fal

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