Paquistão se diz pronto para guerra contra a Índia

Islamabad, 15 dez (EFE).- O primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, disse hoje que não queremos guerra com nenhum país, mas se a guerra nos for imposta, então estamos totalmente preparados para ela.

EFE |

Nosso Exército é completamente capaz" de defender o país, em resposta à pressão indiana para que detenha paquistaneses envolvidos com os atentados que mataram 188 pessoas em Mumbai.

O primeiro-ministro descartou hoje receber ajuda estrangeira para realizar sua investigação sobre os atentados de Mumbai e insistiu em que seu Governo necessita que lhe apresente "provas" do envolvimento de cidadãos paquistaneses nos ataques.

"Não precisamos de ajuda estrangeira para investigar, somos capazes de fazer nós mesmos", afirmou, em declarações ao Parlamento, retransmitidas pelos canais locais de TV.

Guilani reiterou o compromisso do Paquistão de que seu "território não seja utilizado por terroristas", enquanto condenou energicamente qualquer atividade terrorista.

O primeiro-ministro lembrou que o Paquistão lançou uma operação contra a associação beneficente e educativa Jamaat-ud-Dawa (JuD), suspeita de ser uma fachada do grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), acusado pela Índia de estar por trás do massacre de Mumbai.

"Fechamos suas sedes e congelamos seus ativos bancários após a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas", que incluiu a organização na lista negra de suspeitos vinculados ao terrorismo internacional, disse.

Guilani ressaltou que "Paquistão é um Estado nuclear responsável" que em nenhum caso será o primeiro a utilizar seu arsenal atômico.

Ambos países, em permanente rivalidade desde a partilha da Caxemira, em 1947, protagonizaram uma escalada de tensão verbal durante as últimas semanas. EFE igb/jp

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