Paquistão restaura lei islâmica em Swat;mísseis dos EUA matam 26

Por Kamran Haider PESHAWAR, Paquistão (Reuters) - O Paquistão decidiu nesta segunda-feira restaurar a lei islâmica no vale de Swat para aplacar a revolta de militantes do Taliban, enquanto mísseis supostamente dos Estados Unidos mataram pelo menos 26 pessoas na região.

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A decisão sobre a lei islâmica deve atrair críticas dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais, que temem que o Paquistão esteja beneficiando religiosos conservadores que simpatizam com o Taliban e com a Al Qaeda.

O acordo foi definido em negociações entre islamitas e autoridades do governo da Província da Fronteira Noroeste, em Peshawar, nesta segunda-feira.

"Após o êxito nas negociações... todas as leis não islâmicas relacionadas com o sistema judiciário, que estão contra o Alcorão e a Suna, estarão sujeitas a cancelamento e serão consideradas nulas e vagas", disse o ministro da Informação do governo da província, Mian Iftikhar Hussain, em referência ao livro sagrado do Islã e aos ensinamentos do profeta Maomé.

Os militantes talibãs em Swat, que já foi um paraíso turístico, declararam cessar-fogo de 10 dias na noite que antecedeu as negociações, e no sábado liberaram um engenheiro chinês sequestrado há cinco meses como um gesto de boa-vontade.

Uma revolta explodiu no fim de 2007 na região montanhosa e militantes controlam o vale, que fica a apenas 130 quilômetros da capital Islamabad.

Eles destruíram mais de 200 escolas para garotas em uma campanha contra a educação feminina, e dezenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas para escapar da violência.

Com o acordo sobre a lei islâmica, o governo espera poder construir uma ponte com setores conservadores e militantes sob influência da Al Qaeda e do Taliban.

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