Paquistão promete expulsar militantes do Taleban

O Exército do Paquistão disse estar se preparando para varrer os militantes linha-dura do Taleban do Vale do Swat, depois de ter anunciado neste sábado que retomou o controle da maior cidade da região, Mingora, que estava nas mãos dos militantes. Nós estamos à procura dos líderes e vamos dar um jeito em todos os militantes no vale, afirmou à BBC o porta-voz militar general Athar Abbas.

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O general também disse que os combates continuam nos arredores da cidade, mas assegurou que o centro está sob controle.

Ainda segundo o porta-voz do Exército paquistanês, serviços essenciais estão sendo restabelecidos em Mingora, que antes do conflito tinha 300 mil moradores. Médicos voltaram para reabrir o hospital principal, o fornecimento de gás já foi retomado e água deve estar disponível em breve, informou o general Abbas. Já a energia elétrica deve levar pelo menos duas semanas para voltar a funcionar.

Como jornalistas estão proibidos de entrar na cidade, é impossível verificar de forma independente a situação atual.

Violência
Os combates na região se intensificaram há uma semana, quando o Exército aumentou sua presença na cidade, caçando militantes do Talebã de casa em casa.

Centenas de pessoas morreram e mais de 2 milhões fugiram do Vale do Swat desde o começo da ofensiva contra o Talebã, no dia 2 de maio, depois que um acordo de paz fracassou e os militantes passaram a ampliar sua área de influência no noroeste do Paquistão.

Na quarta-feira, pelo menos 24 pessoas morreram em um ataque a alvosmilitares na cidade de Lahore. O Taleban assumiu a autoria do atentado,que disse ser uma represália contra as operações em Swat e prometeunovos ataques.

Recompensa
O Paquistão anunciou na sexta-feira que aumentou em mais de 10 vezes a recompensa pelo chefe do Taleban na região tribal do Vale do Swat, perto da fronteira afegã.

O governo do país prometeu pagar US$ 600 mil pelo clérigo Maulana Fazlullah, vivo ou morto.

Outros 21 líderes do grupo também estão com a cabeça a prêmio.

Foi prometida uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura do chefe do Taleban no Paquistão, Baitullah Mehsud.

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