Paquistão promete cooperar com EUA no combate ao terrorismo

ISLAMABAD - O governo paquistanês se comprometeu a colaborar da melhor forma possível com os Estados Unidos na luta contra o terrorismo, o que inclui traçar uma nova estratégia para o Afeganistão.

EFE |

"O Paquistão não pode ficar excluído de qualquer política sobre o Afeganistão. Temos de participar", comentou o ministro de Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, em entrevista coletiva para explicar as reuniões das autoridades locais com o enviado especial dos EUA para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke.

O dirigente americano iniciou ontem sua primeira visita oficial ao país desde que assumiu o cargo.

"EUA, Paquistão e Afeganistão devem sentar juntos. É muito importante a união de esforços", ressaltou Qureshi, explicando ainda que o Paquistão decidiu criar uma equipe própria, que contará com membros do governo e do Exército, para trabalhar com Holbrooke.

Segundo o ministro, o grupo deve estar constituído antes da cúpula da Organização do Trtado do Atlântico Norte (Otan) de abril, na qual os EUA - que já aumentam o contingente militar no Afeganistão - explicarão sua nova estratégia para combater o conflito que assola o país.

Qureshi disse que os primeiros contatos com Holbrooke foram bem "francos", mas que não é o suficiente para prever grandes resultados.

Ataques dos EUA

No entanto, ele aproveitou para pedir novamente aos EUA que repensem sua política de atacar alvos rebeldes na faixa tribal paquistanesa com aviões não tripulados.

"É preciso estabelecer limites, decidir o que é aceitável e o que não", ressaltou Qureshi.

A opinião foi compartilhada pelo premiê paquistanês, Yousef Raza Guilani. Em encontro com Holbrooke, ele disse que este tipo de ação é "contraproducente" e provoca um sentimento antiamericano entre a população.

Em nota divulgada por seu escritório, o primeiro-ministro insistiu na necessidade de Paquistão e EUA basearem sua relação em bases como "confiança, coesão e compreensão das forças e limitações de cada um na luta contra o terrorismo".

Os pedidos chegam depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mencionar hoje novamente a conflituosa situação das áreas tribais paquistaneses e garantir que não permitirá que a rede terrorista Al Qaeda opere na região.

Obama considera a fronteira com o Afeganistão um dos maiores centros do terrorismo internacional.

Visita de Holbrooke

Holbrooke, artífice do Acordo de Dayton - que trouxe a paz na Bósnia - enfrenta agora o desafio de lutar contra o terrorismo na região.

Hoje o diplomata também se reuniu com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o general Ashfaq Kiyani, chefe do Exército, entre outros.

Segundo as autoridades paquistanesas, Holbrooke permanecerá no país até quinta e manterá encontros com representantes do empresariado e a sociedade civil.

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