Paquistão proíbe grupo acusado pela Índia por atentados em Mumbai

Islamabad, 11 dez (EFE).- O Governo do Paquistão decidiu hoje proibir o grupo Jamaat-ud-Dawa (JuD), ao qual a Índia acusou de dar cobertura aos terroristas que cometeram os recentes ataques em Mumbai, e começou a fechar seus escritórios no país, informou o ministro do Interior, Rehman Malik, segundo o canal Dawn TV.

EFE |

De acordo com Malik, o Ministério do Interior ordenou a todas as policiais provinciais que vigiem os ativistas do JuD.

Segundo uma fonte do minsitério consultada pela Efe, já houve o fechamento de alguns escritórios do JuD na cidade de Karachi.

A decisão do Governo paquistanês ocorre um dia depois que o comitê antiterrorista do Conselho de Segurança da ONU incluiu a organização dentro da "lista negra" de grupos terroristas internacionais.

A Índia e os EUA tinham acusado o Jamaat-ud-Dawa, uma organização beneficente e educativa, de dar cobertura ao grupo separatista caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), ao qual a Índia acusa pelo último atentado em Mumbai.

A ONU incluiu ontem o líder do JuD e fundador do LeT, Mohammed Said, na lista de terroristas internacionais, mas este negou hoje qualquer envolvimento de sua organização nos atentados.

Segundo a "Dawn", a notificação oficial da proibição do grupo acontecerá em breve.

O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, tinha garantido hoje ao subsecretário de Estado americano John Negroponte que o Paquistão havia "tomado nota" da resolução da ONU e que cumpriria "suas obrigações internacionais". EFE igb/an

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