Paquistão prende clérigo pró-Talebã no vale do Swat

O clérigo radical Sufi Mohammad, que no início do ano negociou um plano de paz fracassado no vale do Swat, no Paquistão, foi preso neste domingo, segundo o governo paquistanês. Mohammad foi capturado em Peshawar, no noroeste do país, mesmo depois de ter sido advertido a não realizar encontros lá.

BBC Brasil |

O ministro da Informação da província, Iftikhar Hussein, disse em entrevista coletiva que Sufi Mohammad foi preso por fomentar terrorismo e violência.

Em fevereiro, o clérigo chegou a negociar um acordo de paz na região, que para muitos permitiu que o Talebã tomasse controle do vale do Swat.

O pacto previa que militantes pusessem fim a dois anos de batalhas, em troca da imposição da lei islâmica, a Sharia, na região.

No entanto, o plano fracassou, depois que os extremistas se recusaram a entregar as armas e passaram a atuar em distritos vizinhos.

"Em vez de manter as suas promessas e tomar medidas pela paz e se opor ao terrorismo, ele não disse uma única palavra contra os terroristas", disse Hussein neste domingo.

'Sabotagem'
O ministro paquistanês ressaltou que o clérigo promoveria a violência.

"Ele esteve envolvido em atividades que ajudam os militantes e sabotam os esforços do governo para combatê-los."
A operação militar do governo para acabar com os rebeldes expulsou cerca de 2 milhões de suas casas no noroeste do Paquistão.

O Exército paquistanês afirma ter matado mais de 1,6 mil militantes na ofensiva, embora o número não possa ser confirmado por fontes independentes.

Sufi Mohammad é o fundador do grupo Tehrik Nizam Shariat Mohammadi (TNSM), proibido pelo governo paquistanês.

Ele também é o sogro do líder do Talebã no vale do Swat valley, Maulana Fazlullah.

Em junho, dois assessores de Sufi Mohammad que estavam presos morreram quando militantes atacaram um comboio que transportava prisioneiros para Peshawar, segundo fontes militares.

O paradeiro de Maulana Fazlullah é desconhecido, mas o governo diz que ele ficou gravemente ferido em um bombardeio aéreo.

Já o Talebã desmente a informação e diz que Fazlullah está "vivo e saudável".

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