Paquistão põe líderes do Lashkar-e-Taiba em prisão domiciliar

O Paquistão decidiu nesta quinta-feira colocar em prisão domiciliar os principais líderes de uma fundação beneficente de fachada pertencente ao grupo radical islâmico Laskhar-e-Taiba, acusado pela Índia de ter cometido os atentados de Mumbai.

AFP |

O governo paquistanês também ordenou o fechamento de todos os escritórios desta fundação, a Jamaat-ud-Dawa, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas incluíra na véspera na lista das organizações que apóiam o terrorismo .

A ONU também inscreveu nesta lista o nome de Hafiz Saeed , que criou a Jamaat no dia seguinte à proibição, em 2002, do Laskhar-e-Taiba, do qual era o fundador e o líder.

"Foi dada a ordem de colocar Hafiz Saeed e outros oito membros da fundação em prisão domiciliar", declarou um alto funcionário do governo, que não quis se identificar.

"Instruções foram dadas para fechar os escritórios da Jamaat-ud-Dawa nas quatro províncias do país e na Caxemira" paquistanesa, anunciara mais cedo à Shahidullah Baig, porta-voz do ministério do Interior.

O primeiro-ministro do Paquistão, Yusuf Raza Gilani, havia garantido anteriormente que o país cumpriria com suas obrigações.

"O Paquistão foi informado da inscrição de algumas entidades e indivíduos na lista prevista pela resolução 1267 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e cumprirá com suas obrigações internacionais", afirmou Gilani em comunicado, sem especificar quais são essas "obrigações".

Grupo na ilegalidade

O Conselho de Segurança da ONU inscreveu nesta lista quatro supostos membros do Laskhar-e-Taiba, entre os quais Hafiz Saeed.

Os outros três são Zaki-ur-Rehman Lakhvi, detido no fim de semana passado no Paquistão e suspeito de ser o chefe militar do movimento, Haji Muhammad Ashraf e Momon Mohammad Ahmed Bahai.

Segundo a resolução da ONU, estas pessoas são agora submetidas "às medidas de congelamento de bens, proibição de viajar e embargo sobre as armas" instauradas pela resolução 1822 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em junho de 2008 para bloquear os apoios da Al-Qaeda e dos talibãs.

Zaki-ur-Rehman Lakhvi e Arar Shah, um líder do Laskhar preso na quarta-feira, são acusados pela Índia de terem planejado a série de ataques coordenados que deixaram 163 mortos no fim de novembro em Mumbai.

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