Paquistão pede que Índia não culpe o país pelos atentados sem evidências

Islamabad, 29 nov (EFE) - O ministro de Assuntos Exteriores paquistanês, Makhdoom Shah Mahmood Qureshi, afirmou hoje que o Paquistão oferece à Índia todo o apoio necessário para descobrir quem está por trás dos horrorosos atentados a Mumbai. O chancheler paquistanês também pediu que as autoridades indianas sejam responsáveis e não entrem em uma guerra de acusações. Em entrevista coletiva em Islamabad após suspender uma visita à Índia, Qureshi explicou que as autoridades indianas ainda não deram qualquer evidência de que o Paquistão esteja envolvido na série de ataques terroristas que atingiram o centro financeiro indiano e deixaram pelo menos 183 mortos. Nossas mãos estão limpas, não temos nada a esconder. O Governo do Paquistão decidiu estender a cooperação a todos os níveis, mas ainda é cedo para compartilhar evidências.

EFE |

Devemos deixar a poeira baixar para analisar o acontecido", disse o chanceler paquistanês.

Além disso, Qureshi lembrou que, em outras ocasiões, as acusações iniciais contra o Paquistão demonstraram ser insustentáveis posteriormente.

Qureshi fez estas declarações após ter informado o Gabinete paquistanês e uma sessão especial convocada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gillani, sobre o desenvolvimento dos eventos na Índia desde o começo dos ataques a Mumbai, na noite de quarta-feira.

O ministro paquistanês informou que o Governo de Islamabad é "unânime" em condenar esse "ato de barbárie", e afirmou que está "comprometido em combater o terrorismo em todas as suas formas e manifestações".

"O terrorismo é uma ameaça comum e estamos ombro a ombro com a Índia para resolver essa ameaça", pois o "Paquistão deseja ter relações amigáveis com a Índia para conseguir a paz e a estabilidade na região", disse Qureshi.

O chanceler paquistanês também acrescentou que o Governo "não faz distinção entre organizações terroristas", e garantiu que seu país "perseguirá qualquer grupo que esteja envolvido" nesse tipo de atividade.

Qureshi tinha ido à Índia para se encontrar com o ministro de Assuntos Exteriores indiano, Pranab Mukherjee, dentro da quinta rodada do diálogo que as duas nações iniciaram em 2004 para resolver seus assuntos em conflito.

Apesar de as conversas terem sido suspensas após os atentados desta semana, Qureshi permaneceu até hoje no país vizinho, o que, segundo o ministro, "demonstra que o Paquistão não está na defensiva".

"Enfrentei a imprensa indiana durante três dias. Pedi que agissem de maneira responsável. É de interesse dos dois países enfrentarem essa situação e unirem esforços", ressaltou.

As autoridades indianas apontaram desde o primeiro momento indivíduos do Paquistão como responsáveis pelos atentados, algo que o país negou. EFE igb/wr/db

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