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Paquistão pede que Afeganistão supere desconfiança com o país

Nações Unidas, 9 jul (EFE) - O ministro de Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, pediu hoje ao Afeganistão para superar a suspeita e a desconfiança entre os dois vizinhos para aumentar a colaboração na luta contra a violência extremista.

EFE |

O responsável da diplomacia paquistanesa reiterou hoje a vontade do Governo do Paquistão de combater, com a nação vizinha, a violência que afeta os dois países, mas dentro da nova estratégia de Islamabad para combater o extremismo nas regiões fronteiriças.

"Faremos de tudo para garantir a nossos irmãos afegãos que nosso Governo está inspirado apenas pela boa vontade para com eles", disse, em discurso perante o Conselho de Segurança da ONU.

O principal órgão das Nações Unidas realizou hoje um debate aberto para analisar a grave situação no Afeganistão, que, no domingo, sofreu o pior atentado terrorista desde a queda do regime talibã, em 2001.

Cabul acusa os serviços secretos paquistaneses de estar por trás do atentado contra a embaixada da Índia, que matou 41 pessoas, o que o Governo de Islamabad nega categoricamente.

Qureshi afirmou que o Paquistão "não permitirá que seu território seja usado contra outros países", mas advertiu de que a resposta militar não é a via adequada para derrotar a violência extremista.

Ele defendeu a estratégia do novo Governo paquistanês de favorecer o desenvolvimento econômico e o diálogo para restaurar a paz nas anárquicas regiões tribais próximas à fronteira afegã.

"A reconstrução e a reconciliação são a única solução perdurável à violência insurgente e a instabilidade", afirmou.

O ministro paquistanês propôs a Cabul medidas como a ampliação da presença militar afegã na fronteira, a troca de inteligência em tempo real e a instalação, no Afeganistão, dos campos de refugiados afegãos em território paquistanês.

Pouco antes, o ministro de Exteriores afegão, Rangin Dadfar Spanta, atribuiu o notável aumento da violência no Afeganistão nos últimos meses à "trégua de fato" declarada por Islamabad nas áreas tribais.

"O inimigo terrorista que enfrentamos é sustentado por um complexo entrecruzado e uma infra-estrutura, pelo que não pode ser derrotado somente mediante operações militares no Afeganistão", observou.

Ele destacou que "os santuários terroristas" por trás da fronteira paquistanesa encontram "elaborados mecanismos" de treino, financiamento, abastecimento de armas e preparação de terroristas suicidas.

"É evidente que as redes internacionais de terrorismo constituem uma ameaça comum ao Afeganistão e ao Paquistão, e por acreditamos firmemente que é necessário um enfoque conjunto, coerente e integrado para eliminar suas bases", acrescentou. EFE jju/db

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