Paquistão pede para Índia entregar provas para investigar atentados

Islamabad, 12 dez (EFE) - O Paquistão pediu hoje à Índia a entrega de provas para continuar com as investigações dos atentados de Mumbai, assegurou em comunicado o ministro de Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi. Nossas próprias investigações não podem avançar a partir de certo ponto se não recebermos informação crível e provas sobre os atentados de Mumbai, disse Qureshi. O chanceler paquistanês confirmou que seu Governo ilegalizou o grupo radical Jamaat-ud-Dawa, depois que o Conselho de Segurança da ONU incluiu a organização na lista negra de terroristas internacionais. O Governo do Paquistão já iniciou suas próprias investigações. O Paquistão tem a firme convicção de não permitir o uso de seu território para atos de terrorismo.

EFE |

O próprio Paquistão foi vítima do terrorismo", disse Qureshi.

A Índia tinha exigido nesta quinta-feira ao Paquistão mais medidas contra os terroristas, para conseguir o "desmantelamento completo" de sua infra-estrutura em solo paquistanês, a qual atrela aos atentados registrados de Mumbai.

Em um debate perante o Parlamento, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, ameaçou o Paquistão de que levaria até a "conclusão lógica" a luta que iniciou contra as redes terroristas supostamente culpadas dos atentados.

A Índia afirma que os ataques foram cometidos pelo grupo separatista caxemiriano Lashkar-e-Toiba, que opera a partir do Paquistão e supostamente está relacionado com a organização beneficente Jamaat-ud-Dawa.

"Apesar de nossos requerimentos, nenhuma prova ou informação foi compartilhada pela Índia com nosso Governo até agora", destacou Qureshi em resposta.

"Nossas propostas pelo estabelecimento de um comitê conjunto e investigações conjuntas foram feitas em um sério esforço para avançar em uma área que preocupa tanto Paquistão quanto Índia", acrescentou.

Qureshi reiterou que o Paquistão fará suas investigações de acordo com suas próprias leis. Até agora, as autoridades detiveram cerca de 20 membros do LeT, mas deixaram claro que eles não serão entregues à Índia, e sim serão julgados no Paquistão.

O Paquistão começou também a fechar os escritórios do Jamaat-ud-Dawa, e colocou o líder da organização, Hafiz Mohammed Said, sob prisão domiciliar. EFE igb/db

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