Paquistão pede coperação americana a Richard Holbrooke

Os dirigentes paquistaneses voltaram a pedir nesta quarta-feira aos Estados Unidos e a seu enviado Richard Holbrooke, em visita a Islamabad, que compartilhem suas informações em termos de terrorismo e parem de lançar mísseis unilateralmente contra zonas tribais.

AFP |

Em encontro com Holbrooke, enviado especial de Washington para o Paquistão e o Afeganistão, o primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilanim disse hoje que os Estados Unidos devem dedicar mais tempo à cooperação com o Paquistão e dividir com ele "informações confiáveis em termos de luta contra os rebeldes talibãs".

Esta cooperação maior seria mais eficaz que os "lançamentos improdutivos" americanos, cujos mísseis atingem regularmente as zonas tribais semi-autônomas do noroeste, disse, em um comunicado publicado por seu gabinete ao final de seu encontro com Holbrooke.

Segundo Gilani, os tiros de aviões sem piloto americanos, uns 50 desde agosto de 2008, que mataram mais de 500 pessoas, minam seriamente os esforços do Paquistão para desalojar os rebeldes e os terroristas de suas bases.

Ele convidou Holbrooke e os EUA a ajudarem o Paquistão a lançar seus próprios ataques e a fornecer-lhe "o equipamento e as munições que infelizmente lhes faltam para que suas forças tenham sucesso em suas operações atuais contra os rebeldes no noroeste".

O Paquistão protesta oficial e regularmente contra os bombardeios contra os talibãs nas zonas tribais, lamentando principalmente suas vítimas civis, e já pediu diversas vezes aos EUA que o ajude a adquirir seus próprios aviões sem piloto.

Richard Holbrooke respondeu em entrevista à imprensa hoje que os Estados Unidos compartilham informações com o Paquistão, principalmente sobre a ofensiva militar realizada desde o início de julho pelos marines contra os talibãs no sul do Afeganistão.

jaf/lm

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