Islamabad, 25 ago (EFE).- O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif anunciou hoje que seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), decidiu abandonar a coalizão governamental paquistanesa, liderada pelo Partido Popular do paquistão (PPP), e também anunciou o candidato da formação às presidenciais de 6 de setembro.

Em entrevista coletiva em Islamabad, Sharif explicou que sua formação se viu "obrigada" a sair do Executivo após o descumprimento de compromissos por parte do PPP, formação da falecida Benazir Bhutto.

"Tentamos tudo o possível para salvar a coalizão, para que a democracia florescesse no país, mas todos os esforços falharam", disse Sharif, que acrescentou que a PML-N desempenhará um "papel construtivo na oposição".

Sharif acusou o líder do PPP e viúvo de Bhutto, Asif Ali Zardari, de ter descumprido seu compromisso de restaurar os juízes do Tribunal Supremo "imediatamente" depois da saída do poder do ex-presidente Pervez Musharraf, que renunciou há uma semana.

O ex-primeiro-ministro anunciou também que sua formação proporá como candidato presidencial o ex-chefe do Tribunal Supremo Saeeduzzaman Siddiqui, que disputará o cargo com Zardari na votação que acontecerá em 6 de setembro.

Sharif disse que tinha definido com Zardari nomear um candidato à chefia do Estado "não partidário" e pactuado pelas forças da coalizão governamental paquistanesa.

O PPP, no entanto, designou neste fim de semana Zardari como candidato à Presidência do país. EFE igb/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.