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Paquistão ordena ao exército eliminar os talebans em Swat

O Paquistão ordenou nesta quinta-feira a seu exército eliminar os talebans da região do vale de Swat, rompendo desta forma oficialmente um controvertido acordo de paz já abalado por uma ofensiva militar lançada há 12 dias.

Redação com AFP |

"Para restaurar a honra e a dignidade de nosso país e proteger as pessoas, pedimos às forças armadas que eliminem os combatentes islâmicos e os terroristas", declarou nesta quinta-feira o primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Reza Gilani, durante um discurso à Nação transmitido pela TV.

Este anúncio encerra oficialmente o acordo de paz assinado em meados de fevereiro, em virtude do qual os combatentes islâmicos aceitavam um cessar-fogo em troca da instauração de tribunais islâmicos em Swat e em seis outros distritos.

Longe de entregar as armas, como estipulava o acordo de paz, os talebans, que vinham aterrorizando a população do vale de Swat há quase dois anos, aproveitaram a retirada do exército para reforçar sua presença na região, tomando os distritos vizinhos de Buner e Lower Dir.

O acordo de Swat havia sido denunciado por Washington e por grande parte da opinião pública paquistanesa.

Pressionado pelos Estados Unidos, o Exército do Paquistão acabou lançando, em 26 de abril, uma ofensiva em Lower Dir. Dois dias depois, foi a vez de Buner, e desde terça-feira, os militares estão enfrentando os talebans em Swat.

"A ofensiva do exército vai continuar até que a situação volte ao normal" no vale do Swat, avisou em Washington o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari.

O exército afirmou ter matado mais de 300 talebans desde o início da ofensiva, admitindo a perda de apenas 20 homens. Estes números não puderam ser verificados por fontes independentes.

Milhares de moradores das regiões densamente povoadas de Lower Dir, Buner e Swat fugiram de suas casas nos 12 últimos dias para se refugiarem mais a leste do país. De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), "a crise humanitária está se intensificando" devido a estas populações deslocadas.

"Peço à comunidade internacional que ajude o Paquistão a cuidar dos refugiados e a cooperar conosco para reforçar nossa capacidade de fazer com que prevaleça o estado de direito" no país, prosseguiu Gilani.

O premier fez estas declarações no dia seguinte a uma cúpula em Washington entre os presidentes americano, paquistanês e afegão dedicada à luta contra os talebans e a Al-Qaeda, que transformaram o noroeste do Psaquistão, na fronteira com o Afeganistão, em seu novo santuário.

"O governo decidiu que não se curvará diante dos extremistas e os terroristas, e que os obrigará a entregar as armas", finalizou Gilani.

Os Estados Unidos, o Afeganistão e o Paquistão manterão uma nova reunião depois da eleição presidencial afegã de 20 de agosto, anunciou nesta quinta-feira Richard Holbrooke, o emissário especial americano na região.

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