Paquistão nega ter aceitado prazo para entregar supostos terroristas

Islamabad negou neste domingo ter aceitado um prazo de 48 horas imposto por Estados Unidos e Índia para entregar três paquistaneses suspeitos de envolvimento nos atentados de Mumbai.

AFP |

O jornal americano The Washington Post publicou uma reportagem falando do suposto ultimato, que incluiria em suas condições a apresentação de um plano para acabar com o Lashkar e Taiba, grupo acusado pelos atentados de Mumbai, que deixaram 173 mortos - entre eles, nove dos dez terroristas.

O Post cita como fonte um oficial paquistanês anônimo, que informa que a Índia teria pedido ao Paquistão que entregasse o líder do grupo, além de um ex-diretor do serviço secreto paquistanês, a agência Inter-Services Intelligence (ISI).

Alguns jornais indianos acusaram o ISI de ter treinado os terroristas.

"Não há prazo, a Índia não impôs prazo algum, tudo isso é lixo", disse à AFP o porta-voz do ministério das Relações Exteriores paquistanês, Mohamad Sadiq.

O ataque de 60 horas a Mumbai, perpetrado na semana passada por dez militantes islamitas, deteriorou ainda mais as relações entre Índia e Paquistão.

A Índia afirma que os terroristas vieram do Paquistão, e entregaram a Islamabad uma lista de 20 suspeitos de terrorismo, os quais deseja ver presos e extraditados.

O grupo paquistanês Lashkar e Taiba luta contra o controle indiano na Caxemira.

sz-cc/ap

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