Paquistão nega presença no país de supostos terroristas pedidos pela Índia

Islamabad, 4 dez (EFE) - O Governo do Paquistão negou hoje que dois supostos terroristas foragidos e reivindicados pela Índia estejam no país e pediu mais provas sobre um terceiro acusado.

EFE |

O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, disse que o Governo indiano pediu formalmente por escrito ao paquistanês a entrega de Dawud Ibrahim e Tiger Memon, considerados os máximos responsáveis pelo atentado de março de 1993 em Mumbai.

Além disso, o Executivo indiano solicitou a extradição do "maulana" (especialista na lei islâmica) Masoud Azhar, chefe do grupo extremista Jaish-e-Mohammed, segundo o canal de televisão "Geo".

"Desses três homens, Dawud Ibrahim e Tiger Memon não estão no Paquistão, e sobre o 'maulana' Masoud Azhar, pedimos à Índia que envie mais provas", disse Malik.

Para ele, os três foram reivindicados pela Índia por sua suposta responsabilidade nos atentados cometidos na semana passada em Mumbai, que deixaram 188 mortos.

Malik negou que a Índia tenha entregado uma lista com os nomes de cerca de 20 fugitivos terroristas, como afirmou a imprensa de Nova Délhi.

Sobre Azhar, o ministro paquistanês reiterou a posição do Governo de que, se Nova Délhi apresentar provas contra ele, será procurado e julgado por um tribunal no Paquistão, mas não será entregue à Índia.

Após cinco anos preso, Azhar foi libertado pela Índia em dezembro de 1999 durante a crise gerada pelo seqüestro de um avião da Indian Airlines que fazia a rota Katmandu-Nova Délhi, e que um grupo de paquistaneses conseguiu desviar ao Afeganistão.

O Governo indiano acusou o grupo Lashkar-e-Toiba (LeT) do ataque terrorista da semana passada em Mumbai.

Dos nomes mencionados na imprensa de fugitivos cuja entrega foi solicitada pela Índia ao Paquistão esta semana estão os de Ibrahim e Azhar e o do chefe do LeT, Mohammed Said. EFE igb/db

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