Paquistão não tolerará invasões, diz presidente

Por Zeeshan Haider ISLAMABAD (Reuters) - O Paquistão não vai tolerar a invasão de seu território em nome da luta contra a terrorismo, disse o presidente Asif Ali Zardari no sábado. Ele também afirmou que o maior desafio do governo é a economia.

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Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, também disse em seu primeiro pronunciamento ao parlamento que o Paquistão precisa de paz com seus vizinhos e que as relações com o velha inimiga Índia deveriam ser 'criativamente reinventadas'.

Zardari venceu as eleições presidenciais neste mês para substituir o aliado dos Estados Unidos Pervez Musharraf, que deixou o governo em agosto sob a ameaça de impeachment.

Zardari é próximo aos Estados Unidos e prometeu anteriormente manter o compromisso do país com armas nucleares e com a campanha liderada pelos norte-americanos contra o terrorismo, mesmo que profundamente impopular.

Os Estados Unidos e o Afeganistão dizem que al Qaeda e os militantes do Taliban operam em território paquistanês na fronteira com o Afeganistão.

Insatisfeitos com a intensificação da insurgência do Taliban no Afeganistão, os Estados Unidos aumentaram a ofensiva contra militantes no Paquistão, promovendo seis ataques com mísseis e um assalto a partir de um helicóptero neste mês.

Os ataques norte-americanos enfureceram muitos no Paquistão, que também combate os militantes. O Exército prometeu reagir às agressões.

Mas uma autoridade paquistanesa disse à Reuters que o último ataque com mísseis, que matou cinco militantes na quarta-feira, era resultado de uma maior colaboração entre as inteligências norte-americana e paquistanesa.

Zardari não se referiu aos ataques norte-americanos, mas disse que violações de território são inaceitáveis.

'Nós não vamos tolerar a violação de nossa soberania e da integridade territorial por nenhum poder em nome do combate ao terrorismo', disse Zardari ao parlamento.

Zardari afirmou que o maior desafio do governo, liderado por seu partido, é a economia. A tarefa mais urgente é a segurança alimentar para os pobres que enfrentam o aumento de preços, disse ele, acrescentando que isso não seria suficiente.

O ministro das Finanças, Naveed Qamar, anunciou um pacote na sexta-feira que inclui a eliminação de subsídios aos combustíveis, corte do orçamento para o desenvolvimento, mais privatizações e redução de empréstimos concedidos pelo Banco Central para zero.

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