Paquistão não extraditará à Índia detidos por atentados em Mumbai

Islamabad, 9 dez (EFE).- O Paquistão não extraditará à Índia os detidos por causa da suposta relação com os atentados em Mumbai, mas os julgará em seu território se culpa ficar provada, disse hoje o ministro de Assuntos Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi.

EFE |

Segundo o canal privado "Dawn", Qureshi disse à imprensa na cidade de Multan que os detidos serão julgados de acordo com as leis paquistanesas se ficar demonstrado seu envolvimento nos atentados em Mumbai, que deixaram 188 mortos.

Qureshi reiterou assim o que o conselheiro de Interior paquistanês, Rehman Malik, já tinha anunciado na semana passada, quando ainda não havia detidos.

As forças de segurança paquistanesas realizaram há dois dias uma operação contra os grupos Lashkar-e-Toiba (LeT) e Jamaat-ud-Dawa, aos quais a Índia acusa de estar por trás dos ataques em Mumbai, e detiveram cerca de 20 pessoas, entre elas o líder do LeT, Zakiur Rehman Lakhwi.

O Exército paquistanês confirmou ontem que as investigações são dirigidas pelos serviços de inteligência e que houve várias detenções em diversos pontos do país, e acrescentou que as averiguações continuarão durante os próximos dias.

Fontes do Ministério do Interior do Paquistão reconheceram hoje que outro criminoso cuja extradição a Índia solicita se encontra sob prisão domiciliar.

Trata-se do líder do grupo terrorista Jaish-e-Mohammed, Massoud Azhar, que se encontra na cidade de Bahawalpur, segundo a "Dawn".

Uma fonte de segurança ocidental tinha afirmado ontem à Agência Efe que contava com informação de que o Exército tinha transferido Azhar de Bahawalpur à região tribal do Waziristão do Sul, fronteiriça com o Afeganistão. EFE igb/an

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