Paquistão: Musharraf não renunciará apesar de procedimento para destituí-lo

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, não renunciará apesar do procedimento iniciado pela coalizão do governo para destituí-lo, anunciou sua porta-voz nesta segunda-feira, enquanto o Parlamento pretende se reunir para se pronunciar sobre uma ata de acusação contra o governante.

AFP |

"Não há motivos para que renuncie. Tudo o que dizem é falso, assim que por que renunciaria?", declarou à AFP Rashid Qureshi, o porta-voz de Musharraf.

Foi o primeiro comentário da Presidência desde que a coalizão anunciou, na quinta-feira passada, que lançaria um processo de destituição contra o ex-general.

Nesta segunda-feira, um comitê de membros da coalizão governamental estava terminando de redigir as acusações contra Musharraf.

"A ata inclui acusações de má administração e de violação da Constitução", disse no final de semana passado o ministro da Justiça, Farooq Naek.

A principal formação da coalizão, o Partido do Povo Paquistanês (PPP), de Asif Ali Zardari, o viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, não quis revelar as acusações contra o presidente do Paquistão.

No domingo, membros da coalizão pediram a Musharraf que renunciasse, nove anos depois da sua chegada ao poder por meio de um golpe de Estado militar e menos de um ano depois de sua polêmica reeleição.

A coalizão deve obter a maioria de dois terços das duas câmaras reunidas do Parlamento, ou seja 295 assentos de um total de 439, para destituir o chefe de Estado.

mmg/dm

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