Paquistão liberta diplomata afegão sequestrado há uma semana

ISLAMABAD, Paquistão (Reuters) - O principal diplomata afegão no Paquistão, o embaixador-nomeado Abdul Khaliq Farahi, foi recuperado nesta segunda-feira, uma semana depois de homens armados terem sequestrado a autoridade e matado seu motorista, disseram integrantes do governo paquistanês. Ele foi recuperado, disse um membro da agência de inteligência do país que não quis ter sua identidade revelada. Essa autoridade recusou-se a fornecer detalhes sobre a libertação de Farahi.

Reuters |

Um integrante do governo paquistanês disse que o diplomata, sequestrado na cidade de Peshawar (noroeste) quando homens armados emboscaram seu veículo, no dia 22 de setembro, havia sido levado para a capital do Paquistão, Islamabad.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela ação e não houve informações sobre quaisquer exigências relacionadas com a libertação dele. Suspeita-se, no entanto, da participação de militantes islâmicos no sequestro.

A captura de Farahi fez alimentar os temores sobre um aumento da insegurança no Paquistão, país armado com bombas nucleares. O diplomata foi sequestrado dois dias depois de um caminhão-bomba ter matado 55 pessoas em um hotel localizado no centro de Islamabad.

As relações entre o Paquistão e o Afeganistão, ambos importantes aliados dos EUA, melhoraram desde que Asif Ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, assumiu o cargo de presidente.

Durante anos, os dois países mantiveram-se relativamente distantes em meio às reclamações do Afeganistão sobre o Paquistão não agir com a energia necessária para controlar os militantes do Taliban presentes em refúgios localizados nas áreas da etnia pashtun existentes do lado paquistanês da fronteira.

Zardari elegeu-se presidente neste mês, depois da renúncia de Pervez Musharraf, em agosto, e chamou atenção para a necessidade de acabar com os militantes e evitar que o Paquistão seja usado como base para a realização de ataques em outros países.

As forças paquistanesas de segurança lançaram uma ofensiva na região de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão, em agosto. A área é considerada há muito tempo uma base para os militantes da Al Qaeda e do Taliban que lutam contra as forças do Ocidente presentes no leste afegão.

(Reportagem de Kamran Haider)

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