Islamabad, 21 jun (EFE).- O Governo do Paquistão lembra hoje o aniversário de nascimento da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, com celebrações e homenagens em todo o país, em especial na cidade de Rawalpindi, onde morreu assassinada em dezembro de 2007.

Em comunicado, o Executivo assinalou que este dia, no qual Bhutto completaria 55 anos, "lembra sua missão para melhorar a sorte dos pobres e dos desfavorecidos, e transformar em realidade o sonho de um Paquistão estável, desenvolvido e democrático".

O primeiro-ministro Yousaf Raza Gillani , começou ontem com as homenagens, e anunciou que o aeroporto internacional, uma rua principal e o hospital geral de Rawalpindi serão rebatizados com o nome da ex-líder do Partido Popular do Paquistão (PPP), como reconhecimento "a seus serviços à nação".

Os Governos da província de Sindh (sudeste), reduto da família Bhutto, e da região do Baluchistão (sudoeste) declararam feriado no dia de hoje.

Durante o dia, está prevista a realização de vários seminários, simpósios e recitais de poesia, entre muitos outros atos, para prestar homenagem à ex-primeira-ministra.

Além disso, o serviço de Correios do Paquistão desenhou dois selos comemorativos, segundo informou a cadeia privada "Geo TV".

O principal ato do dia ocorrerá em Rawalpindi (cidade vizinha a Islamabad), no Parque Liaquat Bagh, onde Bhutto foi assassinada durante a realização de um ato público.

No local, onde o Executivo anunciou que construirá um grande monumento em sua memória, se reunirão militantes do PPP, assim como membros da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, para doar sangue e adornar o lugar com velas, guirlandas e retratos da falecida.

O ato, que começará às 18h no horário local (9h de Brasília), deve contar com a presença de importantes personalidades políticas de diversas legendas do país.

Bhutto morreu em 27 de dezembro, após ser atingida na cabeça devido à onda expansiva de uma explosão suicida, segundo as conclusões dos investigadores paquistaneses e da equipe da Scotland Yard que ajudou a esclarecer o assassinato. EFE igb/gs

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