Paquistão lança operação contra grupo acusado de atacar Mumbai

ISLAMABAD - As forças de segurança paquistanesas prenderam 20 pessoas pertencentes a uma organização de caridade islamita ligada ao grupo Lashkar-e-Taiba, principal suspeito dos atentados de Mumbai, informaram fontes oficiais.

Redação com agências internacionais |

Segundo o diário "Dawn", a operação aconteceu em diferentes zonas da parte paquistanesa da região da Caxemira, e pelo menos 20 supostos membros do LeT foram detidos, incluindo o comandante Zakiur Rehman Lakhwi. 

De acordo com o jornal, as forças de segurança paquistanesas inspecionaram também um edifício que estava sendo utilizado pela organização Jamaat-ud-Dawa, considerada o braço político da Lashkar-e-Taiba, explicou uma fonte do serviço secreto paquistanês. No entanto, esta organização negou através de seus porta-vozes a ação.

"Esta operação tinha como objetivo obter detalhes sobre as atividades da fundação na Caxemira, depois das acusações da Índia de que o Lashkar-e-Taiba utiliza o território paquistanês para treinar", acrescentou uma fonte do serviço secreto paquistanês.

"Vi um helicóptero das Forças Armadas sobrevoando a região e escutei duas ou três fortes explosões", relatou ao "Dawn" uma testemunha.

As detenções acontecem durante a primeira operação do Paquistão após as pressões que recebeu para agir rapidamente. O país evitou fornecer detalhes alegando que as autoridades caxemirianas são as responsáveis e "por enquanto não entraram contatado" com seu Ministério.

Acusações

A Índia afirma que os 10 terroristas que executaram os atentados de Mumbai, com saldo de 172 mortos (incluindo nove terroristas) pertencem ao grupo Lashkar-e-Taiba, que tem base no Paquistão.

Este grupo afirma lutar pela independência da Caxemira, uma região administrada por Nova Délhi que é disputada pelas duas potências nucleares, e pela defesa da minoria muçulmana, "perseguida" por Nova Délhi, segundo o grupo.

O governo paquistanês prometeu que se a Índia provar que os criminosos saíram do Paquistão fará todo o possível para prender e julgar os responsáveis pelos atentados.

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