Os militares do Paquistão lançaram uma ofensiva contra militantes perto da cidade de Peshawar, uma das principais do noroeste do país. Segundo informações de autoridades do setor de segurança do país um contingente de soldados bloqueou as estradas que levam à fronteira com o Afeganistão, impuseram o toque de recolher e ordenaram o fechamento das lojas.

Um militante foi morto nos choques. A ofensiva visa atingir grupos armados que estão tentando impor os códigos de conduta islâmicos mais severos nas comunidades da região da Passagem de Khyber, perto de Peshawar.

A região da Passagem de Khyber é uma das principais rotas ligando o Paquistão e o Afeganistão.

O militar responsável pela operação, o general-de-brigada Alam Khattack, afirmou que ainda não foi determinado o fim da operação.

"Esta operação foi inicialmente planejada para durar quatro ou cinco dias, mas poderá ser estendida, dependendo do desenvolvimento das operações. (...) Entramos em uma região de resistência e outras regiões de resistência e crime também serão visitadas", disse.

Militantes
Segundo correspondentes, os militantes estão cada vez mais ativos dentro e em volta de Peshawar nos últimos meses.

Mas, segundo o correspondente da BBC para a região do sul da Ásia Alan Johnston, os grupos que estão sendo atacados por esta última operação militar não estão envolvidos com o movimento do Talebã.

No entanto, estes grupos reagiram de forma agressiva a esta e outras atividades militares na região da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.

O líder militante paquistanês Baitullah Mehsud, por sua vez, anunciou que suspendeu as negociações com o governo depois do início do ataque, pois as forças de segurança estão atingindo seus militantes em outras regiões.

O governo paquistanês estava negociando com Mehsud para tentar pacificar as áreas tribais.

Esta ofensiva é a primeira grande ação militar do governo recém eleito contra militantes nas áreas tribais perto da fronteira com o Afeganistão.

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