Paquistão, Irã e Afeganistão defendem solução regional para conflito afegão

Islamabad, 16 jan (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores de Paquistão, Irã e Afeganistão decidiram hoje realizar rodadas de consultas trilaterais em breve para impulsionar uma solução regional para o conflito afegão.

EFE |

O ministro de Assuntos Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, disse durante uma entrevista coletiva em Islamabad junto a seus colegas do Afeganistão, Rangin Dafdar Spanta (cuja substituição foi aprovada hoje pelo Parlamento de seu país), e do Irã, Manouchehr Mottaki, que os três países se comprometeram em uma declaração conjunta a "não interferir nos assuntos internos do outro".

Além disso, Qureshi afirmou que apostam em incentivar conexões e corredores de transporte, "desempenhar um papel na reconstrução do Afeganistão" e fortalecer a cooperação econômica.

Para conseguir estes objetivos, o titular de Assuntos Exteriores paquistanês anunciou que os ministros de Interior e Finanças e os chefes dos serviços de inteligência dos três países se reunirão em datas próximas em Islamabad, Cabul e Teerã, respectivamente.

Qureshi explicou que também haverá uma reunião, provavelmente em Teerã, dos representantes de Assuntos Exteriores do Afeganistão e dos seis países com que faz fronteira com o mesmo propósito de buscar uma aproximação regional para a solução do conflito.

"Trata-se de um problema regional e a solução tem que ser encontrada na região", pois é o "mais realista", defendeu Mottaki.

O iraniano ressaltou que uma opção "unicamente militar não é a solução" e alertou ao presidente americano, Barack Obama, que Teerã está analisando a mudança na política dos Estados Unidos para o Afeganistão, mas que esta "não encontrará espaço" se voltar a ser na prática a mesma de seu antecessor no cargo, George W. Bush.

Qureshi sustentou que "há elementos positivos na estratégia de Obama, mas apesar deles pode haver resultados negativos" para a região e o Paquistão.

O Governo de Islamabad se queixou em diversas ocasiões de que um aumento de tropas estrangeiras no Afeganistão poderia provocar um fluxo de insurgentes rumo a seu território.

Já o ministro de Assuntos Exteriores afegão declarou que seu Governo está "determinado a assumir as responsabilidades de segurança e defesa do país nos próximos dois anos", após Obama ter anunciado que as tropas americanas começarão a deixar o Afeganistão em meados de 2011. EFE igb/bba

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