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Paquistão investiga o maior atentado da história do país

Islamabad, 21 set (EFE) - O Governo do Paquistão qualificou hoje de o maior atentado da história do país o ataque suicida contra o hotel Marriott de Islamabad, que deixou, segundo fontes oficiais, 53 mortos e 266 feridos, entre eles vários estrangeiros. O Paquistão já sofreu ataques mais violentos, mas o ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, em entrevista coletiva, disse que, desta vez, os terroristas utilizaram 600 quilos de explosivos de maior qualidade, como o TDT e o RDX. Tínhamos informação sobre um possível atentado em Islamabad. Esta ação estava muito bem planejada, disse Malik, que negou falhas de segurança. Embora, por enquanto, ninguém tenha assumido a ação, segundo o ministro o atentado foi planejado por algum dos grupos que opera nas áreas tribais do noroeste paquistanês, e várias linhas de investigação apontam para a Al Qaeda. Na entrevista coletiva, Malik apresentou um vídeo com imagens de um circuito fechado de televisão, que mostram a seqüência de fatos que precederam o atentado, executado com um caminhão carregado de explosivos. O vídeo mostra a chegada do caminhão ao posto de segurança do hotel, onde o motorista se suicida fazendo explodir uma pequena bomba, causando um incêndio na cabine do veículo. Os guardas fogem após o ocorrido, mas, mais tarde, se recompõem e um deles tenta inclusive apagar o fogo com um extintor, mas não consegue evitar que o fogo chegue à parte de trás do caminhão e provoque a explosão final....

EFE |

Era uma pessoa ótima, jovial, desportista", disse à Agência Efe uma fonte diplomática sobre Zdarek.

Entre os feridos, há 11 estrangeiros que foram resgatados pelas equipes de ajuda no interior do hotel, onde os bombeiros ainda tentavam controlar as chamas.

As equipes de resgate não puderam agir imediatamente porque o fogo alcançou uma temperatura de 400 graus Celsius em menos de uma hora. Hoje, vários corpos carbonizados foram retirados do hotel, que já sofreu ataques no passado.

Além de gerar condenações ao redor do mundo, o atentado causou uma funda preocupação na comunidade diplomática de Islamabad, e as embaixadas da União Européia (UE) debaterão amanhã novas medidas de segurança na capital paquistanesa.

A ONU também está considerando passar à fase 3 de segurança, com rígidas medidas para a segurança de seus funcionários em Islamabad.

Enquanto isso, as autoridades formaram uma equipe de investigação de oito pessoas que enviará um relatório inicial ao Ministério do Interior com os primeiros dados sobre o caso.

À espera da contribuição que a investigação fornecerá, as principais autoridades do Paquistão já reagiram ao atentado: no sábado, o presidente, Asif Ali Zardari, qualificou o terrorismo como um "câncer", e hoje, o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, tentou transmitir firmeza a seus compatriotas.

"Ninguém dobrará a ordem legal do Estado", disse o primeiro-ministro.

O ataque contra o Marriott é o último da brutal série de ações que, nos dois últimos anos, o Paquistão sofreu. No país permanece ativo um forte movimento fundamentalista que mede forças com o Exército no noroeste paquistanês. EFE igb/db

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