Paquistão inicia trâmites para repatriar mulheres de Bin Laden

Três viúvas do líder terrorista estão sob custódia paquistanesa desde que ele foi morto em uma operação dos EUA em maio

EFE |

O governo do Paquistão iniciou contatos com Arábia Saudita e Iêmen para organizar a repatriação de três mulheres do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden , morto em maio no Paquistão, informou nesta sexta-feira o canal de televisão CNN.

Islamabad "tomou a decisão de enviar as mulheres" do líder terrorista "a seus países natais", segundo o canal, que cita como fontes funcionários de segurança do governo paquistanês. As fontes, que pediram para permanecer no anonimato, não detalharam quando começaram os contatos entre Paquistão e os países de origem das mulheres, atualmente submetidas a restrições de viagem.

As três mulheres e oito dos filhos de Bin Laden ficaram sob custódia do governo paquistanês após a operação de 2 de maio em Abbottabad , quando as forças americanas mataram o terrorista mais procurado por Washington.

Amal Ahmed Abdulfattah, uma das três mulheres, ficou ferida durante o ataque e é de nacionalidade iemenita. As outras duas foram identificadas por funcionários americanos como Khairiah Sabar e Siham Sabar, embora não tenham revelado suas nacionalidades.

Como os especialistas na vida de Bin Laden diferem sobre com quantas mulheres o líder terrorista se casou - ao menos com quatro, segundo a versão mais difundida -, não está claro que as três mulheres sob custódia paquistanesa sejam suas únicas viúvas.

Na quinta-feira, uma comissão designada pelo governo Paquistanês para investigar o operação militar em Abbottabad recomendou que fossem estabelecidas restrições de viagem a toda a família de Bin Laden.

Além disso, o grupo solicitou ao governo a imposição de acusações contra o médico Shakeel Afridi, suspeito de ter ajudado a CIA (agência de inteligência americana) a encontrar Bin Laden , por "conspiração e alta traição" contra o estado do Paquistão.

Os EUA pediram em várias ocasiões a libertação de Afridi, detido em julho por supostamente ajudar a CIA a colher amostras de DNA de pessoas que viviam no complexo de Bin Laden por meio de uma falsa campanha de vacinação .

    Leia tudo sobre: bin ladenpaquistãoal-qaedaiêmenarábia saudita

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG