Paquistão estima em mais de mil os talibãs mortos em ofensiva

Islamabad, 17 abr (EFE).- O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, estimou hoje em mais de mil os supostos talibãs mortos na operação lançada pelo Exército no montanhoso norte do país, e pediu aos civis que vivem no território controlado pelos fundamentalistas que abandonem a área.

EFE |

Após visitar campos de deslocados no distrito de Mardan, Malik fez uma chamada aos civis para que saiam de Mingora, principal cidade do Vale de Swat, e outras zonas nas quais as tropas devem atacar os talibãs.

"O toque de recolher foi suspenso (na zona de combates), portanto, devem sair assim que puderem", disse o ministro, segundo o canal privado "Dawn".

Os 15 mil membros das forças de segurança que enfrentam cerca de 4 mil fundamentalistas em Swat - principal cenário dos combates - estão tentando encontrar os líderes talibãs, disse Malik.

"Obviamente, vamos bater nos líderes e comandantes que controlam os talibãs", disse.

O comando militar já tinha informado sobre a movimentação de tropas para Matta, lugar onde supostamente está escondido o líder dos talibãs de Swat, o mulá Fazlullah.

Agora, uma parte do contingente - formado por soldados regulares e da Guarda de Fronteiras - se dispõe a entrar em Mingora, por isso o ministro pediu aos civis que saiam desta e de outras áreas.

O número de mortos oferecido pelo Exército e pelas autoridades, que afirmam não ter causado a morte de civis, não tem comprovação independente.

Ontem, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) pediu à comunidade internacional um "apoio em massa" para o êxodo de 1,171 milhão de civis desde o início de maio por causa do conflito.

O Paquistão, que já tem outros 500 mil deslocados internos e 1,7 milhão de refugiados afegãos em seu território, enfrenta uma grave crise humanitária em suas áreas do norte. EFE igb-amp/an

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