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ISLAMABAD (Reuters) - A vitória de Barack Obama despertou no Paquistão a esperança de que os Estados Unidos se tornem menos arrogantes em relação a seu aliado na guerra contra o terrorismo e comemorem a recente volta do Paquistão à democracia liderada por civis. Acho que ele vai entender que o uso da força bruta só gera mais inimigos e aumenta o zona de conflito, disse Talat Massod, general paquistanês aposentado que virou analista.

"Acho que ele vai dar mais ênfase às capacidades de desenvolvimento civil", acrescentou, citando uma lei proposta pelo vice-presidente eleito, Joe Biden, que daria ao Paquistão um pacote de "dividendos democráticos" multibilionário.

Sob a presidência do ex-chefe do Exército Pervez Musharraf, a maior parte da ajuda norte-americana foi para o Exército paquistanês. Musharraf renunciou em agosto e seu sucessor, o presidente Asif Ali Zardari, herdou uma economia à beira do colapso.

As relações entre os Estados Unidos e o Paquistão, que tem uma bomba atômica, foram complicadas por uma série de ataques norte-americanos na fronteira do país --a maioria com aviões não-tripulados, que tinham o objetivo de atacar áreas militantes no Paquistão.

Os ataques ampliaram o anti-americanismo no Paquistão, logo no momento em que o governo de coalizão tenta obter apoio popular para sua própria campanha contra a militância islâmica.

"A vitória de Obama vai restaurar não somente a confiança dos norte-americanos em sua democracia, mas também a confiança do mundo na democracia deles", disse Samina Ahmed, diretora de Projetos do Grupo Internacional de Crise para o sul da Ásia.

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