Líderes políticos no Paquistão votam neste sábado para escolher um novo presidente do país, depois que Pervez Musharraf renunciou ao cargo no mês passado para evitar um impeachment. A votação se realiza no Parlamento e em quatro assembléias provinciais, que reúnem um total de 702 votos.

É quase certa a escolha de Asif Ali Zardari, o viúvo da ex-líder oposicionista Benazir Bhutto.

O assassinato de Bhutto, em dezembro passado, lançou Zardari no centro do poder político.

Ele está à frente de uma frágil coalizão de governo liderada pelo Partido do Povo Paquistanês (PPP), que enfrenta uma grave crise econômica e uma insurreição islamista.

Coalizão
Segundo a correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, Zardari é um dos políticos mais controvertidos do país. Durante anos ele foi alvo de alegações de corrupção, embora nunca tenha sido condenado.

O ex-premiê Nawaz Sharif retirou o seu partido, Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), da coalizão de governo na semana passada, acusando Zardari de descumprir promessas cruciais.

Ambos divergiram sobre sucessor de Musharraf e o retorno ao cargo de juízes que haviam sido afastados no ano passado pelo então presidente.

Zardari é visto como pró-Ocidente, e colaborador na guerra contra o terror declarada pelo governo americano.

Se ele se tornar presidente, terá que conciliar as exigências dos Estados Unidos, do poderoso Exército paquistanês e o forte sentimento antiamericano no país.

Plett disse que Musharraf tentou fazer isso e fracassou. Os paquistaneses esperam que Zardari tenha mais sucesso, mas encontram pouco em seu passado para encorajar confiança.

Os outros candidatos à Presidência são Saeeduz Zaman Siddiqui, um ex-juiz apoiado por Nawaz Sharif, e Mushahid Hussain Sayed, indicado pelo PML-Q, que apoiou Musharraf.

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