Paquistão envia diretor de serviço secreto à Índia

(atualiza com conteúdo da conversa entre Guilani e Singh) Islamabad, 28 nov (EFE).- O primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, aceitou hoje o pedido de seu colega indiano, Manmohan Singh, de enviar à Índia o diretor dos serviços secretos paquistaneses para trocar informações sobre os atentados de Mumbai.

EFE |

Guilani, segundo a emissora paquistanesa "Geo TV", ligou nesta manhã para Singh, a quem manifestou "forte condenação" aos atos terroristas em Mumbai.

O premiê paquistanês garantiu o apoio de todo seu Governo à Índia "para lutarmos juntos contra o extremismo e o terrorismo" e Singh pediu então a seu colega a ajuda do diretor dos serviços secretos paquistaneses (ISI).

Após a conversa com Singh, Guilani contatou o presidente do país, Asif Alí Zardari, para discutir a solicitação de colaboração dos serviços secretos paquistaneses.

Singh disse ontem que os autores dos ataques contra Mumbai foram terroristas com base "fora da Índia", uma idéia na qual insistiu hoje o ministro indiano de Exteriores, Pranab Mukherjee, que assinalou como responsáveis a "elementos paquistaneses".

Embora Zardari tenha dito que acusar o Paquistão sem provas é "lamentável", tanto o presidente como o primeiro-ministro paquistaneses aceitaram enviar à Índia o diretor do ISI, Ahmed Shuja Pasha.

Um terrorista detido pelas autoridades reconheceu vir proceder da localidade de Faridkot, no Paquistão.

Hoje, o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou, de Paris, que o Paquistão não está envolvido nos atentados, embora cidadãos desse país possam ter participado. EFE igb-jrc/jp

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