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Paquistão enfrenta militantes em meio a incerteza política

Por Kamran Haider ISLAMABAD (Reuters) - Forças do governo paquistanês mataram cerca de 40 militantes em combates no noroeste do país, na quarta-feira, dia no qual o aumento da violência e a incerteza sobre o futuro político do Paquistão voltaram a derrubar os mercados.

Reuters |

As esperanças de que houvesse estabilidade política no Paquistão depois da renúncia do presidente Pervez Musharraf, na semana passada, caíram por terra quando a coalizão governista, liderada pelo partido da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, desfez-se por conta de uma disputa judicial e de desavenças sobre o substituto do antigo dirigente.

O fato de o segundo maior partido do país, o do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, ter saído da base governista colocou fim ao que analistas descreviam como uma aliança artificial entre dois antigos rivais e abriu as portas para a batalha em torno da Presidência.

Segundo alguns, o embate está desviando a atenção do governo da crescente violência gerada por militantes. Os dirigentes paquistaneses, no entanto, dizem-se comprometidos com levar adiante a campanha contra os grupos radicais.

Oficiais das Forças Armadas afirmaram na quarta-feira que 41 militantes tinham sido mortos em dois conflitos travados na fronteira com o Afeganistão.

O primeiro iniciou-se por volta da meia-noite quando rebeldes atacaram um posto do Exército na Província do Waziristão do Sul -- 11 dos agressores foram mortos, disseram os militares.

Mais tarde, 30 militantes, entre os quais alguns estrangeiros, morreram em um combate travado na região de Bajaur (noroeste), também na fronteira com o Afeganistão, afirmou um oficial das Forças Armadas.

'Nossas tropas realizaram uma operação nesta manhã e temos informações de que 30 militantes, entre os quais alguns uzbeques, foram mortos', disse o oficial que não quis ter sua identidade revelada.

Os EUA, um importante aliado do Paquistão, dizem que os militantes presentes na fronteira dão abrigo a insurgentes que lutam contra o governo afegão.

A incerteza sobre o futuro político do Paquistão e a violência gerada pelos militantes minaram a confiança dos investidores que apostavam na saída de Musharraf como um fator que permitiria ao governo concentrar-se nos problemas econômicos e de segurança do país.

O maior mercado de ações do Paquistão caiu 4 por cento na quarta-feira, atingindo o menor patamar dos últimos dois anos.

O índice Karachi Stock Exchange, o principal do país, sofreu quedas por seis sessões consecutivas depois de ter se recuperado nos dois dias consecutivos à renúncia de Musharraf.

'Ainda há muitas incertezas no front político. As pessoas desejam simplesmente sair do mercado', disse Sajid Bhanji, da Arif Habib Ltd.

(Reportagem adicional de Augustine Anthony)

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