Paquistão enfrenta grave crise humanitária

Com mais de dois milhões de pessoas em fuga de confrontos armados, o Paquistão enfrenta uma das mais graves crises de deslocados no mundo, segundo a ONU.

AFP |

"Poderia dizer que é uma das piores crise de deslocamento", afirmou Rashid Jalikov, diretor do escritório humanitário da ONU em Nova York, que visita o Paquistão.

Jalikov pediu mais recursos para ajudar as pessoas deslocadas que lotam os campos de refugiados para escapar dos ataques do Exército contra os talibãs.

"Temos uma grande quantidade de pessoas em deslocamento. Fugiram de uma zona de clima hostil. Não estão acostumados a viver com estas temperaturas", advertiu Jalikov.

O Exército paquistanês iniciou há quatro semanas uma ofensiva devastadora contra posições talibãs nos distritos de Baixo Dir e Buner. No início de maio os ataques chegaram a Swat. Todas as regiões ficam no noroeste do país.

O objetivo declarado é "eliminar" os insurgentes islamitas.

Na segunda-feira, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que 1,45 milhão de pessoas fugiram da zona de combates segundo as autoridades. Estas se somam às 550.000 que fugiram ano passado de confrontos similares.

"Estamos tentando atualizar um número crescente de deslocados", disse Jalikov, que admitiu que ajuda até o momento não é suficiente.

Apenas 15% dos recentes deslocados estão em campos de refugiados oficiais.

As autoridades paquistanesas anunciaram que os distritos de Baixo Dir e Buner voltaram ao controle oficial e pediram o retorno dos moradores a suas casas.

cm/fp

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