Islamabad, 29 jun (EFE).- Pelo menos 16 soldados paquistaneses, incluindo um coronel e um capitão, morreram em um ataque insurgente contra um comboio em uma conflituosa região tribal paquistanesa, após o qual o Exército respondeu, matando dez fundamentalistas, informou hoje uma fonte militar.

Em entrevista coletiva em Islamabad, o porta-voz do Exército, Athar Abbas, disse que 12 militares morreram ontem na hora na demarcação do Waziristão do Norte por causa de "um ataque não provocado" a cargo de "terroristas", que primeiro abriram fogo contra o comboio e depois detonaram vários explosivos.

Abbas disse que outros quatro soldados morreram depois no hospital, por isso o número total de vítimas fatais é de 16.

O comboio foi atacado por um grupo de homens armados fiéis ao líder talibã Hafiz Gül Bahadur, que controla várias áreas do Waziristão do Norte, tinha informado antes à Agência Efe Basir Haider, porta-voz militar de menor categoria.

As forças de segurança paquistanesas responderam ao ataque horas depois com bombardeios aéreos contra esconderijos dos fundamentalistas e mataram dez supostos talibãs.

As autoridades paquistanesas ordenaram ao Exército há mais de duas semanas lançar uma grande operação na região tribal vizinha do Waziristão do Sul.

A ofensiva, que tem como alvo o líder dos talibãs no Paquistão, Baitullah Mehsud, e sua rede insurgente, está atualmente em "fase preparatória", reiterou hoje Haider.

Mehsud, Bahadur e outro importante líder talibã da área, o mulá Nazir, selaram no começo do ano uma aliança estratégica e reafirmaram seu compromisso de continuar lutando contra as forças estrangeiras no Afeganistão.

O Exército paquistanês, que no passado tinha alcançado acordos de paz com todos eles, declarou que o objetivo de sua operação no Waziristão é eliminar Mehsud e seu grupo, que reivindicou a maioria de atentados recentes no país. EFE igb/an

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